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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tempos

Eu já fui capaz de amar

Não muito mais do que amo

Mesmo com a minha voz rouca

Talvez mouca, por ti reclamo

Amar é bom de sentir

É uma bênção, uma imensidão

Amar não é apenas gostar

É também viver na solidão

Quando as noticias do fundo

Sofrem uma grande inclinação

Deveriam mudar o meu mundo

Mas não magoar o meu coração

Mas para me levantar vou cair

Para sofrer tenho mesmo que o sentir

Para te amar tenho que te mostrar

Porque?

Só tu não consegues enxergar

Pelo que eu já mostrei, deverias ver

Olhar em meus olhos acreditar, entender

Que amar não é só mimos, merdas e carinho

Amar é lutar, e talhar um rumo, um caminho

Amar é respeitar o outro, estar lá, confiar

Porque se não confias, nunca vais acreditar

Estou aqui para ti, e para mais ninguém

Já te disse que não existe um outro alguém

Mas isso és tu que tens de acreditar e entender

Assim teremos paz e verás como é bom viver

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ai que merdinha

Por vezes deixo-me levar
Tal como as folhas
Que o vento transporta
Subo mais uma calçada
Abro uma nova janela
Fecho uma nova porta
Arrumo tudo num sítio
Desarrumo outro lado
Penso que estou a ser activo
Mas no fundo estou parado
Estagnado no quotidiano
Numa forma de luta
Numa correria imensa
Continuo a minha disputa
Entre mim e o eu mesmo
Sem parar para pensar
Porque pensar cansa
E quero correr sem cansar
Fazer coisas e sorrir
Sentir-me livre para a vida
Estar de braços abertos
Ver que esta não esta perdida
Sentir o bafejar dos seus ecos
Guiar me por entre o seu hálito
Dirigir para o destino sulfurado
E ai sim vou desfalecer, morrer
Vou mesmo parar e ficar estagnado

Saudade

Saudade é algo que se sente bem cá dentro
No interior infinito do nosso ser
É algo que está fora do alcance da vista
É algo que não se consegue ver
Conseguimos sentir, demonstramos
Em gestos ternos ou descrentes
Como aguas límpidas dum rio
Ou as eternas mares poluentes
Que nos evadem a alma loucamente
De uma forma arrebatadora
Com uma força de mente
Que chega a todo minuto a toda a hora
Os segundos passam e o tempo não para
A saudade alarga numa escala desmedida
É louca, bonita, triste, apaixonada
É a saudade, é parte constante da nossa vida

evoL

Eu e tu perdemo-nos em abraços
Juntamente com o toque dos lábios
Perdeste e refugiaste em meus braços
Como estes fossem únicos e sábios
Desvairamos na intensidade da paixão
A boca solta leves e doces mordidas
Que aumentam o fluxo de excitação
Deixando marcas embevecidas
Com as unhas que por ti deslizam
Que vão percorrendo todo o teu ser
Que te marcam exteriormente
Porque interiormente não dá para ver
Mas sinto-os, de uma forma louca
Nos beijos molhados que trocamos
No despir modesto da nossa roupa
Na bela forma como nos amamos
E se te amo, sinto-o bem cá dentro
Como um conforto interiorizado
Sem qual quer duvida ou lamento
Sou um ser que te ama e, é amado
Porque contigo quero passar a eternidade
Desenvolver a paixão desenvolvida
Sim, isto é um amor puro de verdade
Seja agora, amanhã, no resto da vida
Não sei se te vou amar, porque te amo
Nas noites em que estou sozinho, chamo
Por ti, pelo teu cheiro, pelo teu calor
Na angústia fico, à espera de ti meu amor

Não sei que mais

Por vezes somos capazes de sentir
Temos capacidades de tudo enfrentar
Mas no fundo de nós existe solidão
E neste fundo, uma voz vai gritar
E que de alguma forma vem, nos ajudar
Porque gritar é estar presente, é sentir
É uma forma de estar bem vivo
Mesmo que ninguém consiga ouvir
Desabafos na solidão libertam
Delineamos caminhos para ir
Percorremos novas ruas e estradas
Em novos horizontes vamos viver
Crescemos um pouquinho mais
Evoluímos um pouco interiormente
Levamos um qual quer eu a nós mesmo
Derivamos entre sonhos e pensamentos
Porque escuras são as eternas noites
Insónias da nossa vida, loucos tormentos

?

Por vezes sorrimos
Com um simples olhar
Os olhos ficam rasgados
Com um simples pestanejar
Prazer momentâneo
Prazer instintivo
Prazer de uma vida
Prazer de quem está vivo
Sentimentalismo distinto
Prazer de bem-estar
Um caminho a seguir
Todo o nosso procurar
Que nos faz chorar
E é feito para rir
Mas a insolvência é mútua
Por isso deixa estar
Porque o silêncio fala alto
E vais ouvir o sussurrar
Da discrepância do destino
E vais continuar a ser
A tal menina mulher
Ou o tal homem menino
É uma vida são milhares delas
É a estrada, o caminho, o destino
E vamos sempre neste errar
E vamos aprender de uma vez
Que entre a terra e as estrelas
Existe o maravilhoso mar

domingo, 25 de maio de 2008

A cura ...

Através de mim vi, que o amor é a luz
Que se luta constantemente com o tempo
Traçamos batalhas num afogar de mágoas
Ou de alegrias de sonhos de um só sentimento
O amargo é o sabor de todas as derrotas
A aprendizagem é sempre uma mais valia
Memo doendo ganhando ou perdendo
O que importa é conseguir adormecer hoje
Porque amanha irá e vai ser sempre um novo dia
Não importa se choramos ou ouvimos melodia
Podemos apenas levar a saudade e recordações
Faremos sorrir e chorar muitos corações
Mas não vai passar de momentos
Alguns alegres, com muita felicidade
Outros tristes, com muita saudade
Mas a vida é momentânea e assim vai ser
Todo o sempre e teremos de aceitar
Temos de aprender a dar mais valor
Melhorar a nossa maneira de passar por cá
Aprender a lidar com toda e qual quer dor
E de uma vez por todas descobrir
Que a cura é simplesmente : o Amor

terça-feira, 13 de maio de 2008

Comboio...

Um dia apanharei o comboio
O comboio que vai em direcção
Ao azul do céu ou vermelho inferno
Vou apanhar o último vagão
Pois um dia ele vai chegar
E não vai dar mais revolta
Vamos embarcar sem bilhete tirar
Um bilhete de ida mas sem volta
Vamos para outras paragens
Outros sítios, novas paisagens
Vai ser carregado de cinzas ou terra
Vamos passar a ser pequenas miragens
Pequenas lembranças passadas
Que um dia num corpo encarnou
Vamos apanhar boleia do comboio fantasma
Este mesmo que partiu e um dia voltou
Para se afirmar em um novo ser
Para começar uma nova etapa de vida
Talvez melhor ou pior que a outra
A outra deixada que já fora vivida
Esperar que o destino seja azul
Com campos magníficos esverdeados
Sem sentir o sabor da cinza ou da terra
E não sentir o cheiro a corpos queimados

segunda-feira, 12 de maio de 2008

passagens

No caso de uma eventualidade
Que se reage com frontalidade
Mais um desencontro com a vida
Mais um ponto de partida da verdade
De uma verdade realista, pura, cruel
Que desenrola no entrelaço vivido
Nas suas sentimentalidades diárias
Um momento alegre, outro sofrido
A vida é isso mesmo momentos
Uns muito positivos, radiantes
Outros sofridos, desiludidos
Mas são momentos, são constantes
Devemos alegrar-nos de estar vivos
Agradecer o facto de poder respirar
Sentir todos os contactos permitidos
Sorrir para a vida e apenas caminhar
O caminho vai ter final, o fim da estrada
A estrada da vida sofre uma interrupção
Dá o melhor de ti, orgulha-te de quem és
Talvez a tua alma um dia, num outro coração

domingo, 11 de maio de 2008

Meu Anjo

Tu és o meu anjo
Que caiu do céu
E na terra nasceu
Que brilha de noite
Floresce de dia
Entrelaça a vida
De uma forma sentida
Exprimida em gestos
Gestos de ternura
Gestos de afeição
É pureza pura
Que alimenta o coração
Amor sonhado
Ou um amor de sonho
Onde não à medo
Nem nada de medonho
Apenas coisas boas
Mesmo sendo eu
Uma espécie de arcanjo
Seja como for ou der
És tu o meu anjo

Vagueando

Mais um bafo num cigarro
Inalo o fumo destemido
Escrevo as 3:41 da madrugada
Mas não é que me faça sentido
Vejo o tempo passar, sem parar
Corro com ele ou tento acompanhar
Em passos largos me alongo
Mas tudo não passa de um assombro
De léguas perdida na estrada
Ou quilómetros perdidos no mar
Corro robusto e apressadamente
Para o seu passo acompanhar
O passo do tempo é inevitável
Nunca o conseguiremos abrandar
Mas desistir não, impensável
Mas um dia iremos mesmo parar

Caminhos...

Os caminhos da vida são tresloucados
Mau seria se a vida não tivesse devaneios
Que muitas vezes a nós mesmo alheios
Pequenos pedaços de loucura, trocados
Confundidos por vezes na dor
Que nos fazem sentir um prazer enorme
Mesmo que tenha um pouco de ardor
De uma forma unilateral e conforme
Mas a vida é mesmo assim, louca
Os melhores momentos, são :
Passados sem uma peça de roupa
Desde o dia em que nascemos
Até ao sermos reprodutores
Entre varias paixões perdidas
E entre tantos e variados amores
Corremos, saltamos, pulamos
Perdemo-nos desnudados
Não sabemos o rumo, onde estamos
Mas seremos sempre abençoados

Olhar Sentido

Olho atentamente o teu caminhar
Os teus gestos e tudo que vem de ti
Recebo tudo aquilo que transmites
Sinto-o como nunca o senti
A compreensão e toda a nossa calma
Toda a ingenuidade e destreza
Que nos corre levemente na alma
Como se fosse uma espécie de certeza
De algo que nos estremece e inunda
Que nos leva a sorrir mais e cada vez melhor
Algo de sentido que nos abunda
E nos diz que estamos juntos até para o pior
Viajamos juntos nos sentimentos
Viajamos juntos nesta vida
Compartilhamos belos e loucos momentos
E nunca vamos dar uma luta por perdida
Lutaremos mais e melhor com toda a força
Que temos no corpo e na nossa mente
Já te disse que és o meu eterno anjo
E assim espero que o sejas hoje
Amanha, sempre, constantemente

sexta-feira, 9 de maio de 2008

pra ti ... 5

Eu amo-te mais do que as palavras possam exprimir
Ou até mesmo que os sentimentos possam sentir
Transborda todas as margens, este mar imenso
È algo mais que amar, viver, sonhar
Quando eu te sinto ou penso
Amo-te, espero eternamente
Sentir o presente…

Algo Mais ...

Na minha cidade me encontro
Olho o céu cinzento-escuro
Abro o portão da minha vida
Para não ter de saltar o muro
Os meus passos mal eu os sinto
Entro de mansinho e suavemente
Se pudesse voar, ai sim voava
Mas não tenho essa força de mente
Continuo na charada interiorizada
Á procura de algo, que faça sentido
Cavo até o solo mais duro se for preciso
Para resolver o que se passa comigo
Mas será que é comigo que esta errado?
Ou será com toda a gente que nos rodeia?
Prefiro andar ao em vês de ficar estagnado
Ou até mesmo preso por esta enorme teia
Somos consumidos e consumimos consumismos
Nas nossas vidas foi implantado o consumo
A isto que todos nós chamamos de sociedade
Vai-se extinguir e levar um novo rumo
Vamos ser como os dinossauros…
Vão apenas sobrar os nossos esqueletos para marcar
A presença de um ser inteligente mas ignorante
Que o seu próprio habitat acabou por exterminar

Algo...

Vagueamos pelo tempo
Ocultando a existência
A verdadeira proeza viva
É não mais que sobrevivência
Como tumulto cada vez mais
Que se rege passo a passo
Ou como um mero circulo
Quando delineado com compasso
Ou como uma note musical
Que de um instrumento soa
Somos meras almas vagabundas
Que andam por aqui e ali à toa
Somos tão espertos e inteligentes
Mas não sabemos conservar
Vivemos num belo planeta
Que iremos e vamos exterminar
Nem nos damos conta disto
O que importa é viver
Mesmo tentado essa tal vida
Acabamos apenas a sobreviver

sábado, 12 de abril de 2008

Espero

Por vezes espero por mim
Espero por ti na multidão
Continuo à espera assim
Á espera da minha solidão
Serei sempre assim meu bem
Porque mudar não quero
Esta é a minha maneira
Maneira de ser eu, sincero
Penso em coisas da vida
Tenho um momento de paz
Do que se pode passar em seguida
Mas não no que ficou para traz
Estou um pouco melancólico
Mas sinto-me um pouco contente
Porque não sei, mas uma coisa espero
Que os nossos dias sejam para sempre…

Meros pensamentos

Meramente me perco em pensamentos
Outras vezes assim não o permiti
Apenas virava as costas, momentos
Ás coisas que uma outra hora senti
Não sei bem porque o fiz sinceramente
Não sei se foi mesmo por mim ou por ti
Mas o que passou, passou vai lá a traz
O que importa é o que se vive agora, aqui
É algo como um outro idioma ou dialecto
Como se duma casa se tratar mas sem tecto
Onde a chuva invade o seu belo interior
E o sol ilumina e aquece a mais profunda dor
Nada mais que a profundidade da saudade
Que se transporta pelo rio fora até ao oceano
Ou até mesmo como todas as belas cores estampadas
Agora desaparecidas e desgastadas de um pano
Como um mero religioso que vira ateu
Que um dia foi príncipe e até mesmo rei
Mas com o passar do tempo virou plebeu
O que escrevo nem mesmo eu sei…

Algo

Por vezes sinto que escrevo demais
Mas o silêncio não é a minha defesa
Nunca serei o belo e esbelto tampo
Mas sim as pernas que segura a mesa
Nunca vou ser tão duro como o ferro
Mas também não quero facilmente quebrar
Sou como todos os outros também erro
Por muito já passei e por muito vou passar
Não quero os meus olhos para a vida fechar
Porque ainda tenho muito para teu lado caminhar
Por isso escrevo e tento dar um toque no destino
Para não ser mais um pequeno e triste menino
Ao teu lado luto e sonho ser alguém
Não quero caminhar de olhos fechados
Espero que tomes decisões também
Para que os nossos passos não fiquem parados
Espero contigo dar a volta ao mundo
Nunca bater no escuro, lá bem no fundo
Apenas caminhar, viver e lutar
Para todos os nossos objectivos realizar

Tanto fez ou tanto faz

Escrevo mais umas coisas do coração
Não como um simples gesto de afeição
Já faz muito tempo que li o meu olhar
Que olhei para dentro e voltei a sonhar
Não sei bem ao certo se é direito
Afundar e flutuar no meu interior
Talvez seja só um simples preconceito
Ou talvez seja medo de uma nova dor
Seja como for é como uma droga
Que nos traz alegrias, sonhos, nostalgias
Que nos torna dependentes de sentimentos
Que nos viram a cabeça para novas rebeldias
Mas o tempo vai passando e deixa marca
Esta mesmo que não queremos marcar
Somos uns tontos apenas sentimentalistas
Erram connosco e nós mesmos vamos errar
Tudo se vai e tudo vem com a idade
As marcas ficam, mas bem lá a traz
Tudo na vida é momentâneo é uma fase
Por isso tanto fez ou até mesmo tanto faz